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Fique por dentro: o molejo da Terceira Ponte

Existem diversas dúvidas, mitos e questionamentos em relação à construção de viadutos, prédios e, principalmente, as pontes. Entre elas, uma muito citada é a questão do balanço.

Para esclarecer esse questionamento é preciso entender, de acordo com engenheiros que trabalham para a concessionária Rodovia do Sol, que uma estrutura de concreto para suportar a ação do peso próprio, do vento, da temperatura e especificamente as cargas do tráfego, ela sempre terá algum movimento ou balanço para não sofrer colapso da mesma e para permanecer em pé.

“Os engenheiros projetam as pontes para que elas aguentem a oscilação provocada pelo tráfego sem sofrer danos como trincas e rachaduras. Por isso que as obras de arte, como são conhecidas as pontes, são construídas atualmente com concreto armado, que é um material capaz de sofrer deformações, como dilatação do calor, e depois voltar às dimensões iniciais sem alterações”, informou o engenheiro de inspeção e fiscalização de obras da RodoSol Jiancarlos Pagotto Coutinho.


Estrutura elástica

O engenheiro e diretor da concessionária, Geraldo Dadalto, explicou que além do material, a forma como as pontes são construídas também influenciam nestes limites de movimentação da estrutura. E acrescentou que em algumas situações é possível ver e sentir esse balanço.

“A oscilação na Terceira Ponte é mínima, às vezes é possível apenas sentir quando se está parado no carro em cima de algum vão e passa um veículo mais pesado.”

Portanto, ao se passar andando pela Terceira Ponte, como no caso de corridas, romarias ou até mesmo manifestações, se não houver veículos passando ao mesmo tempo, o indivíduo não sentiria esse balanço. Consequentemente, nessas situações não temos relato de enjoo quando da travessia de pontes,  a não ser que relacionado ao medo do balanço e da altura.

 

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Imagem 1: Ilustração de como eram feitas as antigas obras de arte. Os pilares eram fixos. Com a sobrecarga de peso a estrutura tende a romper ou até mesmo cair. Imagem 2: Mostra a estrutura das obras de arte atuais, como a Terceira Ponte. Seus pilares não são fixos, mas as estruturas são unidas, ficando interligadas por um sistema de mola. Esse sistema permite a flexibilidade da estrutura que ocorre devido a dilatação ou contração ocasionada pelo calor. Como resultado, existe o balanço. Imagem 3: Mostra como todas as estruturas arquitetônicas atuais balançam devido a forma como foram construídas. No caso o prédio e a chaminé sofrem a influência do vento, mas ela também pode ocorrer devido a passagem de veículos pesados ou a marcha de uma grande quantidade de pessoas.

 

 

Vendaval

O doutor em estrutura de concreto e diretor da empresa Recuperação e Engenharia, que presta serviços há 13 anos para a RodoSol, José Eduardo de Aguiar, esclareceu que em dias de vendaval o balanço sentido pelos motoristas ao passarem pela Terceira Ponte é do vento contra o próprio veículo e não da ponte em si.

“O balanço presenciado por motoristas no dia de vendavais é  da interferência do vento nos veículos. Mas as pessoas não precisam ficar preocupadas quanto a isso, porque a velocidade do vento sozinha não é preocupante. Talvez somente um pouco de desconforto para os motociclistas.”